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Postado em 20 de Outubro às 09h04

Jovens desenvolvem tumores na coluna?

Infelizmente a resposta é sim.
Antes, é preciso explicar o que é um tumor

Os tumores são formados quando células do nosso corpo se multiplicam de forma desorganizada. Neste processo, elas formam um agrupamento dentro de um determinado órgão ou estrutura, como nervos, medula e vértebras.

Existem dois tipos de tumores, os benignos e malignos. Os benignos são causados por uma proliferação anormal de células em determinada estrutura anatômica. Mesmo com crescimento mais lento, seu comportamento biológico tende à recorrência. Isso pode comprometer a estrutura da coluna.

Já os tumores malignos criam uma massa de crescimento acelerado que se infiltra e destrói rapidamente a estrutura óssea da coluna e, eventualmente, as que estão ao redor, incluindo órgãos. Eles têm comportamento biológico agressivo e requerem diagnóstico e tratamento imediatos.

Na coluna, os tumores malignos podem ser primários ou secundários.
Começamos pelos secundários. São as metástases, que podem acometer qualquer parte do corpo, mas a sua origem, normalmente é em alguma área diversa. Estes tumores são 40 vezes mais frequentes que os
primários.

Em 70% dos casos, os tumores metastáticos da coluna comprometem a região torácica e tóraco lombar. Em 22% dos casos, comprometem a coluna lombo sacra e em 8% dos casos, a coluna cervical.

OS TUMORES PRIMÁRIOS
São os tumores que têm origem no próprio tecido afetado, neste caso, na coluna e nos ossos. São considerados raros, já que correspondem a cerca de 1% de todos os casos de câncer e, destes, apenas 6%
são malignos.

Os ossos, inclusive os que formam a nossa coluna, podem ser atingidos por diversos tipos de tumores. Os principais são:

- Osteossarcomas (ou sarcoma osteogênico): atinge principalmente crianças e jovens, entre os 10 e 20 anos. Em geral, se manifesta em áreas de crescimento ósseo, como as extremidades de ossos longos, tais
como o fêmur e o úmero. Porém, pode se manifestar, também, em locais como o ombro, bacia e mandíbula. Como não há sintomas específicos, é bastante difícil diagnosticá-lo. Apenas em estágios mais avançados pode haver massa palpável e aumento de temperatura local.

- Tumor de Ewing: são tumores que atingem os ossos e, em menor frequência, tecidos moles. A maior parte se desenvolve na região pélvica, na caixa torácica e nas pernas (em especial no meio dos ossos longos).
Podem ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em crianças e jovens, entre os 20 e 30 anos. Em média, 1% dos cânceres infantis são tumores de Ewing.

- Condrossarcoma: afeta adultos jovens, entre 21 e 40 anos. É um tumor produtor de cartilagem, que se desenvolve com mais frequência no fêmur proximal, na bacia e no úmero proximal. Em função do lento
crescimento e da ausência de sintomas, é diagnosticado, em geral, quando já está em estágio avançado.

SINTOMAS
Os sintomas variam de acordo com o tipo de tumor ósseo.
O osteossarcoma causa inchaço e dor no local atingido, nas fases iniciais, a dor pode não ser constante, mas apresenta piora durante a noite. Também pode aumentar durante e após atividade física.

Dependendo do local em que está localizado pode provocar dificuldade para andar. É possível sentir um nódulo ou massa dependendo da profundidade em que se manifesta.

Como dor e inchaço são comuns em crianças e adolescentes, os sintomas podem ser relacionados a
problemas simples, como quedas e ?encontrões?. E isso tende a retardar o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento.

Já os tumores de Ewing podem ocasionar febre, perda de peso, mal-estar, fraqueza, anemia, dor, inchaço e nódulo no local afetado. Quando estão na coluna vertebral, o paciente pode apresentar fraqueza, dormência e paralisia nos braços e pernas.

Não há, ainda, como indicar um grupo ou comportamento de risco, o que se sabe é que condições genéticas hereditárias, a ocorrência de doenças ósseas, tratamento com radioterapia, faixa etária (principalmente durante a adolescência) e a altura maior do que o normal para a idade estão associadas a maior incidência de tumores ósseos localizados na coluna. Tendo em vista que estas condições independem de escolhas ou ações do paciente ou dos pais, no caso das crianças, não existe uma forma
eficaz de prevenção do problema.

Por estes motivos e pelo fato de que alguns tipos de câncer não manifestam sintoma, o acompanhamento
com médico ortopedista é fundamental para a saúde da criança, do adolescente e dos jovens.

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